Remédio Wegovy será testado no SUS contra obesidade
Entenda o projeto inédito que oferece Wegovy para obesidade grave no SUS e os locais de atendimento envolvidos.
Pacientes com obesidade grave do Sistema Único de Saúde (SUS) receberão o medicamento Wegovy (semaglutida) em um projeto inédito da farmacêutica Novo Nordisk. A iniciativa, que terá duração de dois anos a partir de agora, busca gerar dados sobre o impacto e a eficácia do tratamento na rede pública do Brasil.
Embora Santa Catarina ainda não tenha unidades confirmadas, o programa começará pela nossa região Sul, no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre (RS). O Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia, no Rio de Janeiro (RJ), também participará do projeto, além de um terceiro município brasileiro que ainda será escolhido.
A medicação não será distribuída livremente. O acesso será restrito aos pacientes que já fazem acompanhamento médico regular nas unidades de saúde selecionadas. Cada hospital participante criará suas próprias regras para a escolha dos contemplados, avaliando quem mais precisa do tratamento.
Alto custo e falta de remédios na rede pública
Atualmente, o SUS não fornece nenhum tipo de medicamento para tratar a obesidade no país. O novo projeto surge como uma ferramenta para que especialistas entendam os benefícios reais da medicação na população, abrindo debate para o futuro da saúde pública.
No início de 2024, o governo federal decidiu não incluir os remédios à base de semaglutida e liraglutida na sua lista oficial. A recomendação contrária foi feita pela comissão que avalia a compra de novos tratamentos, baseada no forte impacto financeiro que a medida traria aos cofres públicos.
Estimativas do Ministério da Saúde apontam que a distribuição nacional desses remédios custaria pelo menos R$ 4,1 bilhões ao longo de cinco anos. Caso os pacientes precisassem de uso contínuo, a despesa alcançaria a marca de R$ 6 bilhões, valor apontado como o principal obstáculo para a oferta definitiva da medicação.
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